domingo, 22 de abril de 2012

TEx - Relatório da Expedição

1º dia, 24 de Março
Encontrámo-nos às 16h30 na Estação Rodoviária de Sete Rios, para irmos de camioneta para Vila Nova de Milfontes, mas alguns tiveram de ir de carro para tirar provas. Depois de termos todos chegado a Milfontes, tivemos de resolver um enigma, um texto escrito em código que nos contava a história da expedição: os Anciãos tinham contactado os nossos chefes porque precisavam de qualquer coisa, e lá para o meio existiam livros de poções super fixes e velhos, um mau chamado Rumpelstlitskin e uns Deuses (bastante confuso!).
Quando conseguimos resolver, jantámos e pusemos as mochilas às costas para irmos para o campo, onde íamos dormir nessa noite. Durante essa caminhada cães com o triplo do nosso tamanho ladraram, vimos um sapo morto e recebemos uma mensagem da Catarina, a dizer para falarmos mais baixo, que nos ia matando de medo. Ao chegarmos ao campo um pastor disse-nos que os Anciãos tinham ido “naquela direcção” e apontou para o horizonte… Após ultrapassarmos a desilusão de termos perdido os Anciãos, fomos montar os abrigos para dormirmos.

2º dia, 25 de Março

No 2º dia, acordámos às 8h30, tivemos um ritual de ginástica matinal bué viking e depois comemos cereais com leite. Quando acabámos de comer, desmontámos os abrigos e arrumámos as malas o mais rápido possível, para sermos as primeiras a atravessar o rio de barco, e conseguimos! As primeiras a entrarem no barco foram a Ana Rosa e a Inês Cirne, e a viagem para lá correu bem, o problema foi conseguir puxar o barco para trás, para que a Inês Monteiro e a Carlota pudessem ir ter com elas. Mas os dirigentes  conseguiram, e rapidamente estávamos as quatro do mesmo lado do rio.

Começámos a nossa caminhada, descalças,  com lama até aos joelhos num caminho cheio de buracos, onde a Inês Cirne deixou cair a mochila grande. Chegámos ao pé de uma montanha, onde limpámos os pés e começámos a (tentar) subir, mas ainda estivemos uns dez minutos à procura de um caminho para chegar ao topo. A meio encontrámos a Patrulha Raposa e parámos todos para descansar no cimo da montanha, enquanto comíamos e nos queixávamos que os Deuses estavam a gozar connosco.
Recomeçámos a caminhada, passados uns quinze minutos, sem sabermos muito bem para onde estávamos a ir. Mais ou menos uns 2 km e umas voltas estranhas em corta-mato, percebemos que estávamos perdidos. Aí, o Rui ligou ao André e explicou-lhe que tínhamos de atravessar um riozinho e de subir um monte, e encontrávamo-los. Começámos então a ir ter com os dirigentes, mas não antes de pararmos de 300 em 300m e do Gonçalo se armar em Bear Grylls. Ao encontrarmos os chefes, começámos a correr, desesperados para beber água. Almoçámos e começámos a ir para o posto seguinte. Durante a caminhada, a Inês M. e  a Carlota vinham à frente a cantar músicas da Disney, enquanto a Joaninha e a Inês C. iam atrás caladas.                                                                                    

Quando chegámos ao cruzamento, fizemos um desafio, para ver que patrulha é que dava mais nós, e conseguimos 21! Depois, começámos a andar para o posto seguinte, que ficava a 10km do cruzamento, e foi aí que o dia nos começou a correr mal …
Ao fim de andar uns 5km, enganámo-nos no caminho, e perdemo-nos, mas, como pensávamos que ainda estávamos no sítio certo, continuámos a andar às voltas, enquanto eramos atacadas por mosquitos e comíamos pão de forma; 20 minutos depois, fartas de não descobrir o caminho, ligámos à Catarina, para lhe dizer que estávamos a ver “uma montanha, um campo verde e o céu”, e ela disse-nos para irmos para o cruzamento onde eles tinham passado por nós, umas horas antes. Aí, encontrámos o João Madeira e o Rui, que nos explicaram o caminho e assim, conseguimos chegar ao campo, já meio a morrer.
Fomos tomar banho, montar o abrigo e depois jantámos Fisk Stuvad I Öl (peixe na cerveja), que a patrulha Raposa preparou. O João Madeira, o Pica, o Júlio e o Bernardo foram embora nessa noite. Como estava toda a gente muito cansada, decidimos adiar a prova dos direitos humanos e ir dormir.

3º dia, 26 de Março
No 3º dia, acordámos às 9h, porque às 10h iam chegar os homens das actividades. Tomámos o pequeno-almoço e arranjámos as sandes para o almoço. Às 10h, chegaram os homens da “Aventuractiva” e fomos para o campo onde fizemos escalada, rappel e slide. Vestimos os arneses e começámos a subir um monte. Nesse monte, escalámos uma rocha de 10 metros e, no topo dessa rocha a vista era brutal! Depois, fizemos um caminho para irmos para o sitio do Rappel, outra rocha, desta vez com 45 metros de altura. Aí, demorámos mais tempo a descermos todos, por isso, quem ficava em cima, punha creme, via as vistas e gritava com o Aleff por causa do “Problem?”. Quando todos desceram, e alguns repetiram, fomos almoçar. Depois de almoço, os homens das actividades chegaram e montaram o slide de 80 metros, que estivemos a fazer até às quatro e tal. A seguir voltámos para o campo.
No campo, os homens das actividades deram-nos boleia para a nascente, para irmos tomar banho. Depois do banho, lanchámos pão com tulicreme e leite com chocolate e preparámos a peça de fogo de conselho, enquanto o Rui e a Catarina iam às compras. Quando eles chegaram, começámos a preparar o jantar, Far l Kat (frango/peru com couve lombarda). Jantámos e depois, estivemos a tirar a prova da Carta dos Direitos Humanos. A seguir foi o fogo de conselho, e nossa peça de tribo com 7 partes, que basicamente contava o lado da caminhada que os dirigentes não tinham visto, mas com um senão, o Rumpelstlitskin tinha-nos trocado os cérebros, então os membros da Cão eram da Raposa, e vice-versa. No final da peça, fomos dormir.
4º dia, 27 de Março
No último dia, quando acordámos, às 10h, a Catarina já tinha ido embora. Tomámos o pequeno-almoço e começámos a encher balões  de água para o jogo da manhã. Depois fizemos guerras, corredores da morte  e despejámos tachos cheios de água até acabarem os balões. Enquanto alguns foram preparar o almoço, que foi atum à Brás, outros estiveram a tirar provas. Almoçámos e começámos a desmontar os abrigos e a arrumar as malas.  Limpámos o campo e estivemos a fazer um jogo de palavras que começou em árvore, passou por arroz xau-xau e por bestas antes de voltar a árvore. Recebemos a cartolina para completar a máscara e fomos para Milfontes. Lá, comemos gelados e croissants antes do autocarro chegar. A actividade acabou em Sete Rios, após uma viagem de 4 horas de autocarro para uns e de carro para outros.

Carlota Branco Cardoso, 
Patrulha Cão


Escoteiros de Portugal - 2º Grupo - Lisboa

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